
Juntador de Palavras.
Escritor Cotidianista.
Autor com mais de 20 livros publicados.
Quem é André Costaro
Sou um juntador de palavras.
Não porque invente palavras extraordinárias, mas porque acredito que, quando reunidas com cuidado, elas conseguem revelar aquilo que normalmente passa despercebido.
Escrevo porque o cotidiano nunca me pareceu comum. Uma fila de supermercado, uma janela aberta, uma conversa interrompida, uma árvore esquecida na calçada ou o silêncio entre duas pessoas carregam histórias, sentimentos e perguntas que raramente recebem a atenção que merecem.
Chamo essa forma de olhar de Cotidianismo: a convicção de que a vida acontece no cotidiano e de que é nele que somos moldados, transformados e convidados a perceber quem realmente somos.
Não escrevo para oferecer respostas prontas. Escrevo para provocar novas perguntas, despertar a atenção e lembrar que o extraordinário quase sempre está escondido nas coisas mais simples.
Acredito que viver plenamente exige presença. E que perceber é uma forma de viver.
Se, ao terminar um texto meu, você olhar novamente para o mundo ao seu redor e enxergar algo que antes passava despercebido, então as palavras cumpriram seu papel.
MISSÃO
Produzir literatura que desperte uma nova percepção do cotidiano, formando leitores que encontrem significado, humanidade e presença nas pequenas experiências da vida.
Publicações:
- Amazon;
- UICLAP.
Atividades complementares:
- Oficinas;
- Palestras;
- Projetos culturais;
- Eventos;
- Direitos autorais.
Primeiro Manifesto do Cotidianismo
O Cotidianismo
Vivemos cercados por acontecimentos extraordinários que insistimos em chamar de comuns.
A pressa nos ensinou a passar.
O automatismo nos ensinou a repetir.
A urgência nos ensinou a correr.
Mas quase nunca nos ensinaram a perceber.
O Cotidianismo nasce da convicção de que a vida não acontece em grandes momentos, nem em datas memoráveis, nem nos acontecimentos que ocupam as manchetes.
A vida acontece no cotidiano.
Acontece no silêncio entre duas palavras.
Na espera de um ônibus.
Na mesa posta para o café.
Na janela aberta durante a chuva.
Na conversa interrompida.
Na ausência que permanece.
No abraço que dura apenas alguns segundos, mas modifica uma existência inteira.
O cotidiano nunca foi pequeno.
Pequeno é o olhar que deixamos lançar sobre ele.
Tudo aquilo que hoje parece natural foi, um dia, descoberta, criação, escolha, gesto ou sonho.
Vivemos sustentados por uma imensa rede de acontecimentos, pessoas, objetos, ideias e decisões que raramente percebemos.
Essa rede nos molda enquanto também a transformamos.
Somos feitos do cotidiano ao mesmo tempo em que o fazemos existir.
O Cotidianismo não pretende oferecer respostas definitivas.
Também não desejo convencer ninguém.
Meu propósito é outro.
É convidar.
Convidar à presença.
À atenção.
À contemplação.
À percepção.
Porque acreditar que o cotidiano é banal talvez seja a maior ilusão do nosso tempo.
Nada do que realmente transforma uma vida acontece fora dele.
É nele que aprendemos.
É nele que amamos.
É nele que erramos.
É nele que perdoamos.
É nele que envelhecemos.
É nele que construímos o futuro, enquanto acreditamos estar apenas repetindo o presente.
Escrever, portanto, não é descrever o cotidiano.
É revelar aquilo que o automatismo tornou invisível.
É juntar palavras para devolver sentido ao que parecia comum.
Cada poema.
Cada crônica.
Cada conto.
Cada reflexão.
É um convite para interromper, ainda que por alguns instantes, a velocidade do mundo.
Não para fugir da realidade.
Mas para habitá-la plenamente.
O Cotidianismo acredita que viver não é apenas atravessar o tempo.
É perceber o tempo enquanto ele acontece.
Porque a vida não está esperando depois da próxima conquista.
Depois da próxima promoção.
Depois da próxima viagem.
Depois da próxima segunda-feira.
A vida acontece agora.
Acontece no cotidiano.
E talvez a plenitude não seja outra coisa senão aprender a percebê-lo.
André Costaro
Juntador de Palavras.
